09 maio 2016

Eu fui! : Av. Paulista - SP


Olá amores e amoras,
Fiquei um tempinho sumida, mas foi por dois motivos: eu estava sem nenhuma ideia de que assunto falar e meu pc estava horrível pra fazer qualquer coisa, então desculpinha por isso.

Mas, esse sábado foi a vez da segunda aula prática do meu curso de fotografia, e dessa vez fomos para a queridinha e famosinha Av. Paulista. Tudo bem que o dia estava meio triste, um dia nublado, mas conseguimos fazer alguns exercícios como o de Panning (faço um post sobre isso logo mais para entenderem melhor) e outras fotos aleatórias, mas adorei.


Mas por acaso, vocês conhecem a história da nossa famosinha avenida ? Não, então bora pra uma aula de história.
Quem vê a Avenida hoje, cheia de empresas, bancos, escolas, universidades, museus, hospitais, etc, nem acredita que quando a mesma foi inaugurada, em Dezembro de 1891, não tinha nenhuma construção, tipo nadinha mesmo. Na verdade o que havia no local era terrenos uniformes, rodeados por cercas de arames de três fios, com calçadas e duas pistas, ladeadas por árvores, e ao contrário de hoje em dia, ali circulavam bondes puxados por burros, cavaleiros, carruagens, bem diferente de hoje em dia né?! Mas mesmo assim, a mesma já era a avenida mais larga e imponente da cidade.

A criação da Av. Paulista foi encima da ideia de formar um eixo sofisticado, voltado para aqueles que tinham dinheiro, a burguesia, e claro, só para aqueles que pudessem enfrentar o alto preço dos terrenos do local. 


Dê primeiro vieram as casas, afinal o dinheiro se baseava na agricultura e no comércio, dessa forma os primeiros a tomarem conta da avenida foram fazendeiros e negociantes, e além disso tinha a diversidade de cultura, refletindo nos estilos que preenchiam a avenida, entre florentino, neoclássico, mourisco, classicismo francês e até belos exemplares de art-nouveau. 

Até que antes do final do século, o paisagista francês Paul Villon foi chamado para organizar o Parque da Avenida (o querido Trianon), porém o belvedere diante dele - com vistas para a Nove de Julho - foi projetado por Ramos de Azevedo e inaugurado em 1916.

Ah, e você sabia que na Av. Paulista eram realizadas corridas de automóveis e também onde acontecia o corso de carnaval? Pois é!


Bom, começaram a derrubar as primeiras casas, outras ficaram fechadas, mas ergueram-se os edifícios residenciais. Em 1952 levanta-se o prédio Anchieta, em 56 o Conjunto Nacional, os bancos deixam o centro e deslocam-se para a Paulista. Na década de 60 foi a vez do Masp, que foi o ponto máximo de arquitetura moderna.
Os anos 90 foram marcados pelo surgimento do metrô, e agora a Paulista tem tráfego aéreo, terrestre e subterrestre.

Já parou pra perceber como a Av. Paulista é longa, e o curioso é que ela começa num cientista e termina num general, vai da Praça Osvaldo Cruz à Praça Cordeiro de Farias, que começa num índio e termina numa lâmpada (?), não existe o número 1, porque a avenida começa no 7 e com a numeração ímpar corre pela esquerda, a par pela direita, com 19 cruzamentos, e 15 do outro.


O Trianon ainda conserva sua vegetação original, sabia ? Tem duas quadras de verde e sombras: 48.624 m², com o som do trânsito amortecido, temperatura decai sensivelmente, árvores identificadas pelos nomes científicos, utilizando as madeiras que morrem para servir de bancos e mesas .

Paulista, local onde tudo acontece. Onde se corre a São Silvestre, no último dia do ano, depois da espaço para a festa de Reveilón. Abraça a colorida Parada Gay.... ah, são tantas coisas que por lá acontece, como não amá-la ?



Um local de colorido, onde encontra-se pessoas de várias idades, onde encontra-se pessoas esperando, lendo, correndo, pedalando, olhando, brincando, beijando, trabalhando, passeando, pensando, fotografando (rs')...






Dica: Se você ainda não conhece essa famosa Av. Paulista, vá em um domingo, pedale, leve o cachorro, vá em algum barzinho, tome um Frappuccino no Starbuck, vale a pena viu.

Beijos
Até o próximo post.

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